25 maio 2009

És tu

Não é que precise de ti para poder viver, a sério que não. Acho que fiz um belo papel a sobreviver sem ti durante estes anos todos em que não estiveste presente na minha vida, não por abandono mas por acaso do destino - ainda não te conhecia. Durante esses anos todos (e tu sabes que foram muitos) não senti falta de ar, o meu coração não ameaçou deixar de bater, tão pouco me senti a desfalecer em algum momento. Vivi normalmente, uns dias feliz, outros triste, outros assim-assim. E a verdade é que não me fazes falta para viver, não fazes. Eu posso viver sem ti. Posso arrastar-me todos os dias da cama, lavar a cara e os dentes, vestir uma roupa qualquer, amarrotada, e seguir com o meu dia-a-dia. Posso almoçar sem ti, posso passear pelas avenidas e jardins sozinha, ou com qualquer outra pessoa que me queira fazer companhia. Posso tudo isso e muito mais. Posso, mas não quero. É ao teu lado que eu quero acordar, é a tua cara aquela que eu quero ver assim que os meus olhos sentem reflectidos os primeiros raios de sol da manhã. É para ti que eu quero estar bem vestida e perfumada. É a tua mão que eu quero agarrar, devagarinho, enquanto passeio por essas avenidas, por esses jardins. É a tua companhia que eu quero.
És tu, percebes?

1 comentário:

Demian disse...

Olá.

Tenho um novo blog (embora o principal se mantenha também), passa por lá quando quiseres. :)

http://aboutnothingness.blogspot.com

Beijos