Hoje uma senhora inglesa, já com uma certa idade, pediu-me inocentemente para lhe dizer de que cor era o colar que segurava na mão. 'Que pergunta é esta?' - pensei - 'Estará mesmo a falar a sério?'. Ela não era cega, não tropeçava em nada. Os seus olhos pareciam normais, saudáveis. Pensei que estava apenas a meter-se comigo. Respondi-lhe com a maior naturalidade possível 'é castanho e bege'. Ela agradeceu-me, e acrescentou 'I'm colorblind'. E nesse momento senti um aperto tão grande no coração... Queria fazer alguma coisa por ela! Mas também não queria ser indelicada, fazer perguntas impertinentes. Perguntou-me a cor de mais outro colar. Expliquei-lhe então o mais promenorizadamente que consegui -branco como a neve e castanho escuro, como o chocolate. Fica bem se usar muito bege. Ela sorriu-me. E aí soube que estava grata por a ter 'conhecido'. Ela estava feliz e era tão simpática. Mas são estas coisas que me fazem sentir egoísta. Eu consigo ver as cores! Todas elas! Mas não dou importância ao facto.. raramente penso nisso. Mas hoje pensei, graças àquela senhora cujo nome nem sei qual é.
Cheguei à conclusão que, como dizem, o mundo tem mesmo a cor que queremos, ou que pintamos. Eu vejo todas as cores mas, por vezes, quando algo me corre mal, quando alguém me deixa triste e me magoa o coração, começo a ver tudo escuro. Tudo preto e branco. Tudo me parece mais feio, mais sombrio. Até as nuvens me parecem mais cinzentas. O mar parece preto. Tudo muda, sim, mas porque eu deixo. Na verdade, tudo está igual... As nuvéns são claras e o mar é azul. Eu é que distorço o que vejo com o meu estado de espírito. E no fundo fazemos todos o mesmo...
Podemos tentar dar um pouco de cor à nossa vida. Mais vermelho, verde, branco! Mais paixão, esperança e paz.
Que as nossas vidas sejam sempre um arco-íris.
Beijinho,
Utopia.
31 agosto 2008
28 agosto 2008
Só mais um dia.
É só mais um dia - repito para mim mesma.
É só mais um dia sem te ver, sem sentir a tua presença. Apenas mais um dia sem ouvir as tuas palavras, sem saber que posso contar contigo e sem a certeza de que não me esqueceste. Já devia estar habituada. As coisas mudaram, já não são as mesmas. Tu já não me dizes que sou especial, já nem me perguntas como estou. Não sei se te esqueces, se não tens tempo, ou se não te importas, mas a tua ausência prolonga-se. Nunca te pedi nada, mas parece que mesmo assim pedi de mais. Devias perguntar-me como estou por iniciativa própria. Devias importar-te sabes? Eu devia saber que ainda te importas! Mas não, não sei! Tento convencer-me a cada 'só mais um dia'. Tento agarrar-me a lembranças, a memórias, a pensamentos. Digo bem alto para mim ''Não Utopia, não penses assim. Ele adora-te!''. Mas já não sei se acredito. Já não sei se faz sentido. Talvez seja apenas uma ilusão, uma verdadeira utopia. Talvez por isso faças sempre parte de mim.
Utopia - Amigos de verdade
É só mais um dia sem te ver, sem sentir a tua presença. Apenas mais um dia sem ouvir as tuas palavras, sem saber que posso contar contigo e sem a certeza de que não me esqueceste. Já devia estar habituada. As coisas mudaram, já não são as mesmas. Tu já não me dizes que sou especial, já nem me perguntas como estou. Não sei se te esqueces, se não tens tempo, ou se não te importas, mas a tua ausência prolonga-se. Nunca te pedi nada, mas parece que mesmo assim pedi de mais. Devias perguntar-me como estou por iniciativa própria. Devias importar-te sabes? Eu devia saber que ainda te importas! Mas não, não sei! Tento convencer-me a cada 'só mais um dia'. Tento agarrar-me a lembranças, a memórias, a pensamentos. Digo bem alto para mim ''Não Utopia, não penses assim. Ele adora-te!''. Mas já não sei se acredito. Já não sei se faz sentido. Talvez seja apenas uma ilusão, uma verdadeira utopia. Talvez por isso faças sempre parte de mim.
Utopia - Amigos de verdade
25 agosto 2008
Agora
''Agora, tantos anos depois, sinto saudades [...]
E sinto-me feliz com isso. Sentir saudades é como uma pinta triste no meu coração. Sabe muito melhor do que quando eu estava zangado com ela ou, pior ainda, quando não permitia a mim mesmo sentir nada por ela. Sentir saudades significa que a amo.''
- Daniel Gottlied in Cartas para Sam
E sinto-me feliz com isso. Sentir saudades é como uma pinta triste no meu coração. Sabe muito melhor do que quando eu estava zangado com ela ou, pior ainda, quando não permitia a mim mesmo sentir nada por ela. Sentir saudades significa que a amo.''
- Daniel Gottlied in Cartas para Sam
21 agosto 2008
Conseguiste.
Parabéns! Conseguiste. Conseguiste fazer com que eu acreditasse mesmo que tinha mudado. Aceitei interiormente as mudanças que dizias e juravas existirem em mim. Acreditei no que me dizias, embora to negasse quando me questionavas. Não me achava diferente. Continuava igual a mim mesma, a mesma rapariga de sempre. Sorria, esforçava-me por ser simpática e fazia tudo para não te esquecer. Mas havia algo que me faltava. Alguma coisa mas eu não sabia bem o quê. Por trás de cada sorriso, cada palavra simpática e cada esforço para te manter vivo no meu coração e na minha memória estava algo que eu não compreendia. Era como se tudo isso não significasse nada ou talvez um pouco menos do que isso. Era em vão tudo o que fazia, tudo o que tentava fazer. Fizeste-me acreditar que a culpa era minha com todas essas questões que me colocavas. 'Estás diferente? O que se passa? Vais acabar por mudar. Nota-se (...)' Nunca percebi essa tua estratégia, essa tua habilidade para me culpares sem me acusares um pouco que seja. Mas sabes. Não sou eu quem está a mudar. És tu. E o pior é que não tens consciência disso.
08 agosto 2008
Olhando 'para baixo'
Uau. Eu escrevo coisas um tanto ou quanto deprimentes.
Mas não sou assim diariamente. A minha escrita não reflecte a minha maneira de ser todos os dias, apenas o meu estado de espírito no momento em que peguei na caneta ou comecei a bater com força nas teclas. Geralmente sai algo mais 'bonito' quando me sinto menos bem. Consigo expressar-me melhor. Não sou muito boa a expressar-me sobre a minha felicidade. A felicidade não se explica! Já a tristeza tem diversas explicações, eu é que nem sempre as encontro o que não quer dizer que não continue a procurá-las. Talvez se as encontrar possa mandar a tristeza embora e abrir o caminho para a alegria, para todos os sorrisos que estão desejosos de se mostrar. Enfim é basicamente isso - Eu sou feliz sempre feliz, expecto quando estou triste. =p
Mas não sou assim diariamente. A minha escrita não reflecte a minha maneira de ser todos os dias, apenas o meu estado de espírito no momento em que peguei na caneta ou comecei a bater com força nas teclas. Geralmente sai algo mais 'bonito' quando me sinto menos bem. Consigo expressar-me melhor. Não sou muito boa a expressar-me sobre a minha felicidade. A felicidade não se explica! Já a tristeza tem diversas explicações, eu é que nem sempre as encontro o que não quer dizer que não continue a procurá-las. Talvez se as encontrar possa mandar a tristeza embora e abrir o caminho para a alegria, para todos os sorrisos que estão desejosos de se mostrar. Enfim é basicamente isso - Eu sou feliz sempre feliz, expecto quando estou triste. =p
03 agosto 2008
Há dias assim
Há dias assim - mais difíceis de suportar. Dias em que a saudade não cabe mais em mim e escorre pelos meus olhos. Saudades de tudo, de todos. Saudades de ser criança e brincar sem pensar no amanhã. Saudades de quando nada era complicado e a tarefa mais difícil do dia era escolher o que vestir ou talvez o que comer ao pequeno-almoço. Mais do que tudo tenho saudades de ser feliz. Hoje esboço sorrisos convincentes e mantenho uma expressão alegre. Faço bem o meu papel. Ninguém repara, ninguém se preocupa, ninguém se importa. Quem se vai importar com alguém que parece feliz? O mais 'estranho' era se não estivesse. Quando me rio alto, às gargalhadas, ninguém me pergunta porque estou feliz, mas se aparecer lavada em lágrimas, com os olhos vermelhos e ainda a soluçar, de um momento para o outro todas as pessoas passam a importar-se. De um segundo para o outro passo a ser importante, o centro das atenções. Vale a pena? Não preciso de falsas preocupações. Quero alguém que partilhe sorrisos e lágrimas comigo. Momentos bons mas também maus. Aqueles momentos em que as palavras já não ajudam, são mudas, e apenas gestos repelem a tristeza que me consome. Porque há momentos de solidão que precisam de ser partilhados. Porque há lágrimas cuja queda deve ser vista e ouvida. Porque morro de saudades e preciso que alguém me salve.
'' Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. '' - Martha Medeiros
01 agosto 2008
A minha dor
Hoje não estou feliz. Hoje não consigo sorrir, fingir que está tudo bem.
Nem me vou esforçar..Ninguém se importa.
Ninguém olha para o meu olhar expressivo e se apercebe que o que ele mais tem é falta de expressão.
Ninguém olha para as minhas mãos pequenas e vê o quanto elas se sentem sozinhas e embora sejam quentes, o quanto elas se sentem geladas. Precisam de alguém que lhes toque. Alguém que lhes diga que está tudo bem, esta dor vai passar.
O meu coração, pobre coração, sofre silenciosamente e magoa-me a cada batimento, mesmo sem ter consciência disso. Sinto-me um pouco mais vazia cada vez que ele bate. Cada vez que ele diz que não desiste de mim, porque sei que já desisti dele. Já não me importo que esteja magoado, com feridas abismais.. Não me interessa o seu sofrimento, o sangue que chora. Os segredos que guarda ferem-no como lâminas mas eu não ouso libertá-los. Ficarão para sempre aprisionados... Fica a certeza de que um dia soube amar, nem que tenham sido por escassos segundos apenas, enquanto eu sonhava. Fica mais essa dor. A minha dor.
Coração, porque não me abandonas? Eu já te abandonei a ti..
Nem me vou esforçar..Ninguém se importa.
Ninguém olha para o meu olhar expressivo e se apercebe que o que ele mais tem é falta de expressão.
Ninguém olha para as minhas mãos pequenas e vê o quanto elas se sentem sozinhas e embora sejam quentes, o quanto elas se sentem geladas. Precisam de alguém que lhes toque. Alguém que lhes diga que está tudo bem, esta dor vai passar.
O meu coração, pobre coração, sofre silenciosamente e magoa-me a cada batimento, mesmo sem ter consciência disso. Sinto-me um pouco mais vazia cada vez que ele bate. Cada vez que ele diz que não desiste de mim, porque sei que já desisti dele. Já não me importo que esteja magoado, com feridas abismais.. Não me interessa o seu sofrimento, o sangue que chora. Os segredos que guarda ferem-no como lâminas mas eu não ouso libertá-los. Ficarão para sempre aprisionados... Fica a certeza de que um dia soube amar, nem que tenham sido por escassos segundos apenas, enquanto eu sonhava. Fica mais essa dor. A minha dor.
Coração, porque não me abandonas? Eu já te abandonei a ti..
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