Parabéns! Conseguiste. Conseguiste fazer com que eu acreditasse mesmo que tinha mudado. Aceitei interiormente as mudanças que dizias e juravas existirem em mim. Acreditei no que me dizias, embora to negasse quando me questionavas. Não me achava diferente. Continuava igual a mim mesma, a mesma rapariga de sempre. Sorria, esforçava-me por ser simpática e fazia tudo para não te esquecer. Mas havia algo que me faltava. Alguma coisa mas eu não sabia bem o quê. Por trás de cada sorriso, cada palavra simpática e cada esforço para te manter vivo no meu coração e na minha memória estava algo que eu não compreendia. Era como se tudo isso não significasse nada ou talvez um pouco menos do que isso. Era em vão tudo o que fazia, tudo o que tentava fazer. Fizeste-me acreditar que a culpa era minha com todas essas questões que me colocavas. 'Estás diferente? O que se passa? Vais acabar por mudar. Nota-se (...)' Nunca percebi essa tua estratégia, essa tua habilidade para me culpares sem me acusares um pouco que seja. Mas sabes. Não sou eu quem está a mudar. És tu. E o pior é que não tens consciência disso.
21 agosto 2008
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